terça-feira, 16 de julho de 2013

Business Model Canvas




Mapa resumo dos pontos chave do Relatório do Projeto de Negócios
-
 Deve ser revisto ao longo do tempo

1.Segmentos de clientes

•
Para quem estamos a criar valor?
•Quem são os nossos clientes mais importantes?
Mercado de Massas
Nicho de Mercado
Segmentado
Diversificado
Plataformas multiculturais

2. Proposta de Valor 


•

Que valor entregamos ao cliente?
•De entre os problemas dos nossos clientes, qual é o que estamos a ajudar a resolver?
•Que necessidades dos clientes estamos a satisfazer?
•Que pacote de produtos e serviços estamos a oferecer a cada Segmento de Clientes?
Novidade
Desempenho
Adaptação ao Cliente (customization)
“Fazer o trabalho”
Design
Marca / estatuto social
Preço
Redução de Custos
Redução do Risco
Acessibilidade/Conveniência / facilidade de uso

3. Canais 















•
Através de que Canais é que os nossos Segmentos de Clientes querem ser contactados?
•Como é que os clientes  estão sendo contactados agora?
•Como é que os nossos Canais serão inovadores?
•Quais são os que funcionam melhor?
•Quais são os mais eficientes do ponto de vista dos custos?
•Como é que estamos a integrar com as rotinas do clientes?
Cinco fases:
1)Consciência – Como aumentar a consciência sobre os produtos e serviços da nossa empresa?
2)Avaliação – Como é que ajudamos os clientes a avaliar a Proposta de Valor da nossa organização?
3)Aquisição – Como é que permitimos aos clientes a aquisição de produtos e serviços específicos?
4)Entrega – Como é que entregamos uma Proposta de Valor aos Clientes?
5)Pós-Venda – Como é que proporcionam o apoio pós-venda aos clientes?
Canais Diretos vs Canais Indiretos


Canais Próprios vs Canais de Parceiros

4. Relações com os clientes 












•
Que tipo de relação é que cada um dos nossos Segmentos de Clientes espera que estabeleçamos e mantenhamos com eles?
•Quais é que nós estabelecemos?
•São muito onerosas?
•Como é que se integram com o resto do nossos modelo de negócio?
Assistência Pessoal
Assistência Pessoal Dedicada
Auto serviço (self-service)
Serviços automatizados
Comunidades
Co-criação

5. Fluxos de Rendimento 





•Por que valor estão os nossos clientes realmente dispostos a pagar?
•Estão a pagar pelo quê agora?
•Como é que estão a pagar?
•Como é que preferiram pagar?
•Quanto é que cada Fluxo de Rendimento contribui para o rendimento global?
Venda de Ativos
Taxas de utilização
Assinaturas
Empréstimo / arrendamento / Leasing
Licenciamento
Comissões de Intermediação
Publicidade
Preços Fixos vs Fixação Dinâmica dos Preços

6. Recursos Chave 






•De que Recursos chave é que as nossas Propostas de Valor necessitam?
Físicos
Intelectuais
Humanos
Finanaceiros

7. Atividades Chave 

•Que Atividades Chave são exigidas pela nossa Proposta de Valor?
•Quais os Canais de Distribuição?
•Quais as Relações com os Clientes?
•Quais os Fluxos de Rendimento?






Produção 
Resolução de problemas
Plataforma / Rede











PASSO A PASSO A CAMINHO DO SONHO



A CAMINHO DO SONHO



 







FASES DO PROCESSO

Geração da ideia
Estratégias de valorização
Mercado

Financiamento




Desenvolvimento da ideia e equipa
Empreendedorismo e criação de ideias
Estratégias de valorização
A gestão e planeamento do projeto
Mercado
Marketing e inovação
Financiamento
O plano de negócios 

CASOS DE SUCESSO




Análise de experiências de criação de negócios

Contato com diferentes experiencias de empreendedorismo


http://www.tvi24.iol.pt/503/economia---emprego/empreendedorismo-dossie-empreendedorismo-empreendedores-reportagens-trabalho-casos-de-sucesso/1416809-6374.html

Modelos de negócio


Modelos de negócio
Benchmarking

•Benchmarking é um processo sistemático e contínuo de avaliação dos produtos, serviços e processos de trabalho das organizações que são reconhecidas como representantes das melhores práticas com a finalidade de comparar desempenhos e identificar oportunidades de melhoria na organização que está realizando o benchmarking.
•


Criação /inovação de produto/serviço

•O conceito de Inovação baseia-se no princípio de criação de valor, a partir da identificação e exploração de oportunidades de mudança:
•“A Inovação corresponde à implementação de uma nova ou significativamente melhorada solução para a empresa, novo produto, processo, método organizacional ou de marketing, com o objetivo de reforçar a sua posição competitiva, aumentar a performance, ou o conhecimento.”


Marca
Serve para:

1. Identificação
2. Diferenciação
3. Memorização
4. Fidelização


Segmentação de clientes

Porquê Segmentar?
Melhor análise de clientes 
- Melhor compreensão das caraterísticas dos clientes
-Melhor resposta a alterações nas necessidades e desejos dos clientes

Cada segmento de mercado deve ser:
- Homogéneo 

•Mensurável
•Acessível
•Substancial


Franchising
•




Tipos de franchising

Franchising de distribuição
O franqueado comercializa um produto fabricado pelo franqueador, sob a marca do qual é titular o último, beneficiando-se de assistência técnica e comercial.
Franchising de serviços
O franqueado presta um serviço, através de uma marca ou nome comercial licenciados pelo franqueador, com base nas diretrizes estipuladas pelo último.
Franchising de indústria
O franqueado fabrica, ele próprio, o produto a comercializar, sob uma marca ou nome comercial, segundo as indicações do franqueador.


Outras modalidades: 
Comércio eletrónico






RECOLHER INFORMAÇÃO


Avaliação de ideias de negócio




Formas de recolha de informação

•Direta – junto de clientes, da concorrência, de eventuais parceiros ou promotores

•

Indireta – através de associações ou serviços especializados - públicos ou privados, com recurso a estudos de mercado/viabilidade e informação disponível on-line ou noutros suportes


Tipo de informação a recolher

O negócio, o mercado (nacional, europeu e internacional) e a concorrência
− Os produtos ou serviços
− O local, as instalações e os equipamentos
− A logística – transporte, armazenamento e gestão de stocks
− Os meios de promoção e os clientes
− O financiamento, os custos, as vendas, os lucros e os impostos

ESTUDAR E PERCEBER O MERCADO

COMO OBTER INFORMAÇÃO SOBRE O MERCADO 
EM QUE QUERO ENTRAR 

AVALIAR CONCORRÊNCIA E CONHECER HÁBITOS DE FUTUROS CLIENTES




Tipo de informação a recolher


- o negócio, o mercado e a concorrência
- os produtos ou serviços
- o local, as instalações e o equipamento
- a logística- transporte, armazenamento e gestão de stocks
- os meios de promoção e os clientes
- o financiamento, os custos, as vendas, os lucros e os impostos

CLARO QUE TUDO DEPENDE DO TIPO DE NEGÓCIO QUE PRETENDO FAZER

COMO RECOLHER A INFORMAÇÃO NECESSÁRIA


Estudo de mercado: o que é? shim


O estudo de mercado deverá constituir um instrumento que permita ao futuro empresário estruturar a sua política comercial, nas seguintes vertentes:
- definição da estratégia de marketing, o que se traduz, resumidamente, na escolha de um ou de vários cenários que corresponderão a binómios produto / mercado ou serviço / mercado que garantam, à partida, condições de competitividade à empresa;
- definição das bases da acção comercial da empresa, o que implica o desenvolvimento das seguintes estratégias parcelares: - identificação precisa dos produtos ou serviços a comercializar; - fixação de preços e de condições de venda; - escolha dos circuitos de distribuição; - determinação da "imagem" da empresa e dos produtos;
-  preparação dos meios de negociação directa, do processo de prospecção e do estabelecimento de uma "força de vendas";
- determinação de um volume de negócios previsional, de acordo com o cenário escolhido.

O estudo de mercado compõe-se, basicamente de dois estudos parcelares:
- Estudo dos Consumidores
- Estudo da Concorrência, havendo, em qualquer destes que realizar sempre uma análise quantitativa e uma análise qualitativa.

A recolha da informação, que integra o estudo de mercado, deve ser objecto de análise e permitir ao empresário tomar decisões, com um mínimo de risco, sobre:
- as características que os produtos ou serviços devem possuir para serem bem aceites pelos consumidores;
- a política de marketing que a empresa deve implementar, para atingir, eficazmente, aqueles consumidores.


Métodos de recolha de informação em marketing
shim


Uma vez definido um projecto de investigação de mercado, considerados os objectivos que se pretendem alcançar e tendo em conta a amostra preestabelecida, deve reflectir-se sobre qual o tipo de informação necessária e sobre a forma de proceder à recolha dos respectivos dados.

À partida existem duas possibilidades quanto ao tipo de recolha de informação a efectuar, independentemente de se tratar de uma análise qualitativa ou quantitativa. Essas duas possibilidades são por vezes utilizadas em conjunto de acordo com as combinações mais adequadas para cada caso específico:

Pesquisa administrativa
Muita informação, que se pretende obter através de um projecto de investigação de mercado, pode ser conseguida por processos administrativos, sem o encargo e o prazo prolongado do trabalho de campo. A pesquisa administrativa, é o estudo das informações publicadas e disponíveis podendo incluir visitas a bibliotecas, envio de cartas a solicitar informações e telefonemas a pessoas que possam fornecer dados ou sugerir onde estes podem ser encontrados. Implica a revisão das informações publicadas e a recolha do que for relevante para a questão em estudo.

Seguidamente apresentam-se algumas fontes de informação da pesquisa administrativa: Organismos Oficiais – Por exemplo o Instituto Nacional de Estatística que disponibiliza publicações anuais como por exemplo o Censos, evolução de transacções efectuadas a nível nacional e internacional, análises industriais por sectores, habitação, recenseamento, etc. Agências informativas (Reuters, Lusa,...)- que disponibilizam informações de ordem geral sobre a actualidade. Permite análises de mercado relacionadas com acções da concorrência, tendências nacionais e internacionais a nível de economia, etc. Publicações - Existem várias publicações actualmente no mercado nacional disponibilizadas por diversas empresas especializadas. Destacam-se as publicações anuais da Marktest relativas ao sector bancário e seguros (Basef), relativas à sociedade portuguesa (Portugal-general and marketing facts) e outros barómetros importantes em variados sectores de actividade.
Outra fonte de informação relevante na área da investigação de mercado é a Esomar, a Associação Europeia de Estudos de Mercado que publica mensalmente uma revista com trabalhos efectuados, novas técnicas de análise e permite a interrelação entre as várias empresas Europeias. Associações Industriais-As associações disponibilizam variadas publicações relativas aos sectores de actividade associados.
As informações contidas são valiosas uma vez que permitem conhecer as principais tendências do sector, identificar concorrência relevante, etc.
A Associação Industrial Portuguesa e a Associação Empresarial de Portugal são importantes fontes de informação, bem como outras associações profissionais e sectoriais.
As bibliotecas são também uma importante fonte de informação a nível de livros sobre determinados temas, compilações de informação relativas ao passado histórico, etc. Os jornais e revistas são uma fonte de informação extremamente relevante. Dependendo do tipo de análise e dos objectivos do trabalho a efectuar, existem vários recursos. O jornal Expresso continua a ser um marco importante na obtenção de informação relativa a empresas, sectores de actividade, tendências de mercado, etc.
Os jornais económicos que publicam informações sobre a Bolsa de Valores também fornecem, por vezes, informações extremamente valiosas. Finalmente, as revistas especializadas (em determinados segmentos de mercado ou temas) podem dar pistas e identificar oportunidades de mercado, constituindo ainda importantes documentos de base para uma investigação eficaz. A regulamentação legislativa também é uma fonte de informação importante nas mais diversas áreas.
O Diário da República continua a ser o suporte mais utilizado para obtenção de informação.
Finalmente a internet disponibiliza um manancial de informação extremamente valioso relativamente aos mais diversos temas. Os sites de investigação tais como www.sapo.pt, www.aeiou.pt a nível naciona l ou www.yahoo.com de âmbito internacional permitem uma consulta metodológica bastante eficiente.

Muitas vezes, a própria empresa é detentora de um elevado conjunto de informações relevante para a concretização de uma investigação. Informações úteis como a localização dos maiores clientes, a distribuição do volume de vendas pelos clientes e a própria segmentação ou a curva “ABC” são informações de base bastante importantes para auxiliar a determinação da dimensão da amostra, os métodos de recolha de informação de campo, etc.
Muitas vezes, estudos anteriores podem auxiliar o investigador a nível de tipo de questionário a efectuar, e tipos de informação necessários como complemento à informação já recolhida. Por vezes, chama-se pesquisa secundária à pesquisa administrativa, para a distinguir da pesquisa primária, que corresponde à recolha directa de dados no mercado.

O trabalho de campo Chama-se “trabalho de campo” à recolha directa de informações no mercado.
O tipo de informação que se pode obter com este método é diversificada, variando, de acordo com o tipo de informação necessária, os respectivos métodos de recolha. As informações obtidas através do trabalho de campo, são recolhidas directamente aos inquiridos (clientes, consumidores finais, etc. ) e podem ser de vários tipos:

Comportamentos passados
Este tipo de dados são importantes e frequentemente utilizados na predição de comportamentos futuros (Teoria das Probabilidades). Atitudes A recolha e análise deste tipo de dados, permite descobrir relações entre os comportamentos e as atitudes dos indivíduos.
Este tipo de dados pode ser dividido em três componentes:
- cognitiva : aquilo em que o inquirido acredita;
- afectiva : aquilo que inquiridos sente sobre determinado assunto;
- comportamental : a atitude que na realidade o inquirido tem face a determinado assunto.

Características dos inquiridos
Descrevem os inquiridos, através de variáveis caracterizadoras do meio onde estão inseridos, numa perspectiva de inte resse relativamente ao conteúdo e objectivo da investigação.
No que diz respeito aos métodos de recolha destes dados, encontramos, fundamentalmente, dois grupos - com interacção ou sem interacção

Com interacção - Comunicação
Este método, exige o relacionamento entre um ou vários sujeitos que se submetem à investigação e o entrevistador que o conduz. A recolha de informação, implica a elaboração prévia de questionários, que serão efectuados aos inquiridos. As questões dos questionários podem ser efectuadas de forma verbal ou escrita.
Existem várias classificações possíveis para a comunicação com interacção.
A primeira centra-se a nível de estrutura, e do tipo de comunicação:

Comunicação directa estruturada
É a técnica utilizada com maior frequência na área da investigação de mercado em investigação quantitativa. Desenvolvida através de inquéritos (geralmente apoiados em questionários), requer respostas da parte de todos os inquiridos às mesmas questões, seguindo uma ordenação previamente determinada. Dadas as suas características, esta técnica implica a preparação antecipada das questões necessárias para a elaboração da investigação, com a vantagem de permitir testar previamente o respectivo questionário. Outra vantagem, resulta do facto das questões poderem ser efectuadas via telefone, correio ou pessoalmente, consoante os objectivos da investigação. Este método não apresenta dificuldades de implementação e os dados são relativamente fáceis de ser processados, analisados e interpretados. As desvantagens são também o facto de existir uma total dependência do inquirido, que poderá fornecer dados correctos ou deturpados, facto que não é passível de ser controlado pelo investigador.

Comunicação directa não estruturada
Trata-se de métodos, onde se verifica grande margem de flexibilidade, no que diz respeito aos dados a recolher, pelo que são basicamente qua litativos . Os entrevistados são assim encorajados a expressar, livremente, as suas opiniões e sentimentos, sobre o assunto em investigação. Neste método de comunicação existem duas técnicas a ser utilizadas: - as entrevistas de grupo que podem ser definidas como uma entrevista na qual interagem uma figura central especializada, o moderador, e um pequeno conjunto de pessoas (6 a 12). Implica a existência de um guião, bem como o recurso a meios audiovisuais, para gravação e posterior análise pericial. O número de grupos a utilizar numa investigação, varia de acordo com o respectivo projecto, estando em muitos casos associado aos diferentes tipos de inquiridos a contactar e ás zonas geográficas abrangidas pela investigação.
Esta técnica que teve origem na psiquiatria, nomeadamente na terapia de grupo, tem como vantagem a descoberta de resultados não esperados, dada a grande flexibilidade das vertentes, a partir das quais se pode conduzir a entrevista. A outra técnica utilizada são as entrevistas em profundidade que podem ser definidas como uma entrevista pessoal, que investigam de uma forma exaustiva, numa única pessoa, sentimentos ou opiniões detalhadas sobre um determinado assunto, permitindo também avaliar os comportamentos e/ou as reacções pessoais do inquirido. Trata-se de uma técnica semelhante à da reunião de grupo, mas neste caso, apenas com um sujeito de cada vez. A presença estritamente indispensável, dum técnico especializado em entrevistas, de forma a obter resultados proveitosos, é uma das desvantagens deste método, uma vez que implica custos elevados. A morosidade do processo, é uma das desvantagens a referir, pelo facto de não existir limite de tempo preestabelecido, para a concretização da entrevista.

Comunicação indirecta estruturada
É pedido aos inquiridos que memorizem ou que elaborem um relatório sobre elementos factuais, que tenham relevância para o assunto que está a ser estudado. A técnica baseia-se em factos que o indivíduo recorda e que se relacionam com a sua postura perante o problema em investigação. É uma forma indirecta de medir o comportamento e atitude face a um determinado evento.

Comunicação indirecta não estruturada
Este método é normalmente denominado de Técnica de Projecção e utiliza meios que, indirectamente, investigam opiniões e sentimentos, pressupondo que os inquiridos têm consciência plena do que pensam e estão dispostos a partilhar as suas opiniões. As técnicas de projecção, estão concebidas para explorar “os porquês” do tipo de comportamento. Podem ser definidas como uma forma indirecta de questionário, onde é criado todo um ambiente propício, que encoraja o inquirido a relatar os seus sentimentos, através da abordagem de um tópico de interesse.

Neste método as técnicas mais frequentes são:
- Testes de percepção temática que envolvem figuras ou banda desenhada, descrevendo uma situação, relacionada, directa ou indirectamente, com o assunto em investigação. Os desenhos devem ser tão neutros quanto possível, isto é, não devem conter nenhuma pista que possa inconscientemente induzir a um sentimento ou opinião específica. Os inquiridos deverão relatar como imaginam o desenrolar dos acontecimentos relacionados com a(s) figura(s) que lhes são apresentadas.
- Os jogos de actuação onde é requerido ao inquirido que, após lhe ser apresentada uma situação, a relacione com alguém que conheça e relate a sua opinião sobre o assunto. Através da descrição do comportamento dessa terceira pessoa, o inquirido vai expressando inconscientemente quais são os seus verdadeiros sentimentos.
- As associações de palavras que consiste na apresentação de palavras, às quais os inquiridos deverão responder de acordo com o seu passado e experiência de vida. A sequência de palavras a ser apresentada, é cuidadosamente escolhida por especialistas, por forma a que as respostas de associação caracterizem o inquirido relativamente ao assunto em investigação.
- A finalização de frases é ainda outro método de recolha de informação que, apesar de ser muito semelhante ao anterior; apenas difere, no sentido em que não se pede ao inquirido que responda com uma palavra mas sim, que complete uma frase. O início da frase a completar, deve ser elaborado de forma a que não possibilite nenhuma resposta incorrecta mas, uma gama completa de respostas possíveis.
Uma vez que esta técnica requer um grande esforço de concentração, normalmente produz melhores resultados do que a associação de palavras. Outra classificação possível é efectuada ao nível do método físico utilizado para recolher a informação

Entrevista pessoal
Estas entrevistas pessoais podem assumir as mais diversas formas:
- Entrevistas de rua
- Entrevistas de porta a porta
- Entrevistas no local de trabalho dos entrevistados.
- Entrevista por telefone
- Entrevista por correio

Hall testes
Este tipo de recolha de informação é frequentemente utilizado no teste de produtos de grande consumo, normalmente no período precedente ao lançamento de um novo produto, já que permite efectuar testes de degustação, avaliação visual de materiais, etc. Este trabalho caracteriza-se por permitir obter informação de carácter tanto qualitativo como quantitativo, com amostras de uma dimensão razoável, e pode ser efectuado individualmente ou em grupo.

Reuniões de grupo
As reuniões de grupo são formas de recolha de informação essencialmente relacionadas com a investigação qualitativa, já que se baseiam na criação de um espaço onde são trocadas ideias entre os participantes do grupo que, à partida, têm qualquer assunto em comum. A discussão é baseada num guião não estruturado ou semi estruturado com o auxílio de métodos audio-visuais e técnicas associativas por forma a facilitar a obtenção da informação necessária. Entrevistas em profundidade
As entrevistas em profundidade são também utilizadas essencialmente nas investigações qualitativos ou como estudos exploratórios aos quais se seguem testes quantitativos. Os métodos e técnicas utilizadas nesta forma de recolha de informação são semelhantes às reuniões de grupo, mas, neste caso, a entrevista é ef ectuada individualmente por forma a obter as motivações, valores e associações individuais e não inter-grupais.

Sem interacção - Observação
Este método envolve o reconhecimento e registo do comportamento do inquirido, evento ou objecto em investigação. Neste caso não existe interacção directa entre os elementos da amostra e os condutores da investigação. O quadro seguinte apresenta algumas das vantagens e desvantagens mais importantes da utilização deste método: O método da Observação pode ser efectuado por duas vias distintas:
- Observação dos elementos da amostra, através do registo do seu comportamento, em face de determinadas situações, ou
- Experimentação, que consiste numa forma estruturada de investigação, envolvendo a alteração de uma ou duas variáveis (enquanto se mantêm todas as restantes constantes), procedendo-se então à respectiva medição.

Autoria: Ana Paula Santos